I'm back!

Voltei!
Feliz 2018 para todos.
Não tenho vindo aqui há bastante tempo, mas estou de volta. Desde novembro que não apareço aqui.
No insta do blog (@abelezadasimplicidade) desde 2 de dezembro e no meu próprio instagram (@aczardebyr) foi onde expliquei o que houve, porque eu sumi...
Mas eu estou de volta!
Não sei por quanto tempo, nénom? rs

Para quem não leu o post do instagram, vou dizer para vocês o que houve.
Em dezembro minha vida virou ao avesso.
Para começar, desde novembro que minha cachorra estava doentinha, mas quando foi em Dezembro quem adoeceu foi meu irmão. Então ficamos com os dois doentes (desculpe para quem se ofende que eu coloco minha cachorra e meu irmão praticamente no mesmo nível, mas minha cachorra era da minha família para mim, como se fosse uma filha, minha melhor amiga... e sim, ERA).
Desde o fim de Novembro meu irmão vinha passando mal, vomitava e ficava com muita dor de cabeça. A gente dava paracetamol e ele dava uma melhorada mas voltava a ficar mal. No primeiro dia que ele passou mal eu já marquei um médico pra ele, um neurologista. Ele nasceu (em 1989, ou seja, ele tem 28 anos) e nasceu já com um problema chamado hidrocefalia (hidro = água, cefalia=cabeça ou seja, água na cabeça) e logo quando nasceu colocou uma válvula que levava essa água para a bexiga.
Passaram-se esses 28 anos e essa válvula falhou. Levamos à consulta no dia 5 de Dezembro e de lá ele já ficou internado e foi aí que a luta começou. Entre ir ficar no hospital com meu irmão durante o dia e cuidar da minha cachorra e dos seus remédios quando chegasse em casa, fiquei sem tempo. Dia 8 de dezembro eu não estava querendo ir para o hospital logo cedo. Eu queria ir lá para as 10h da manhã, mas minha mãe havia passado a noite e insistiu que eu fosse cedo. Relutei, mas fui. Antes de sair de casa eu falei com Nega, orei por ela e pedi pra ela ficar melhor. Coloquei minhas mãos sobre as patinhas dela e ela deitou a cabeça sobre minhas mãos. Dei vários beijinhos na testa dela como sempre e falei o que sempre falava "mamãe ama você filha" e fui embora. Eu sabia que ela estava doente mas eu não sabia que seria a última vez que eu a veria.
Tive que ir para o hospital, quando eu estava lá eu liguei para minha mãe para falar com ela e notei algo diferente. Daí perguntei por Nega e minha mãe disse que estava deitadinha perto da mesa mas que achava que ela não iria passar daquele dia, que ela estava mal e com a linguinha roxa... Eu pedi para ela levar no veterinário, ela não disse nada mas... enfim. Desligamos o telefone.
Lemuel (meu outro irmão) me ligou depois e eu comecei a achar as coisas estranhas.  E depois de mais algumas ligações, Lemuel me falou que Nega tinha morrido. Que sensação horrível, devastadora, como se tivesse abrido um buraco no meio do meu peito. Eu não podia chorar muito porque eu estava com meu irmão no hospital e precisava ser forte... Mas eu comecei a ter umas pequenas faltas de ar e parei no canto do hospital e falei comigo mesma "Aczar, calma. Você precisa de ter calma agora. Seu irmão precisa de você. Seja forte!" E me acalmei. Era a hora do meu irmão tomar banho, então eu fui ajudar a ele, e enquanto eu o ajudava eu comecei a chorar. Um choro brando, sem barulhos, só lágrimas e fungados. Meu irmão notou e perguntou o que houve. Eu falei sobre Nega e disse que ele não ficasse triste porque ela estava dodoi e havia descansado. Ele não disse nada. Passei o resto do dia chorando quando não tinha ninguém olhando e agradecendo a Deus por ter guardado ela, mesmo que aquilo estivesse me devastando (a situação no geral, tanto a falta que minha cachorrinha estava fazendo quanto ver meu irmão naquela situação).
No fim do dia eu não queria ir pra casa, mas meu grande amigo me levou pra sair junto com minha amiga e com minha cunhada. Ficamos até umas 22h no shopping, só conversando. Me distraí.
Quando foi a hora de ir pra casa eu não estava pensando muito no assunto, mas quando eu cheguei em casa foi impossível não esperar ver minha cachorra para me receber. Foi impossível não abrir a porta e esperar que ela estivesse com o rabinho balançando me esperando. Mas ela não estava lá, não estava em nenhum lugar. No quinta estava o montinho de terra e uma telha simbolizando uma lápide. Eu não chorei na frente de ninguém. Só quando fui dormir, meu travesseiro ficou totalmente ensopado, mas nada que pela manhã não já tivesse secado.
Enfim, continuei indo ao hospital durante o dia, até o dia que meu irmão piorou e começou a ter convulsões. O problema é que os médicos não constataram que a válvula dele não estava funcionando. Deixaram ele no hospital por 14 dias e não diagnosticaram nada. Só no 14º dia que uma médica fez o exame que tira o líquido da coluna e disse que a pressão intracraniana dele estava em 100% e que iria tirar mais líquido do que deveria para aliviar a pressão. A médica então pediu a autorização para a cirurgia mas segundo o médico adjunto dela, ela fez achando que não era aquilo.
Depois que meu irmão saiu da cirurgia ficou na UTI. No primeiro e segundo dia ele estava pós operado mas ok. No terceiro dia ele foi entubado pois havia contraído uma infecção respiratória bacteriana e que logo transformou-se numa pneumonia. Meu irmão passou 14 dias entubado e 19 dias na UTI, mais de um mês no hospital.
Dia 24 e 25 de Dezembro, véspera e dia de Natal, no hospital. Passei dia 31 e 1, véspera e ano novo no hospital (não o dia todo né? mas parte do dia era dedicada a isso e quando saíamos de lá, não tínhamos muito o que comemorar). Ainda assim eu tentei fazer umas comidas aqui no dia 31 e agradecer a Deus pelo ano, apesar de tudo. Foram 11 meses de tranquilidade. Eu não poderia ser ingrata por causa de um mês de dificuldade.
Há 7 dias meu irmão saiu da UTI e há 5 dias ele está em casa. Não anda direito ainda. Tem que ter uma pessoa segurando de um lado e do outro. Sente agonias nos pés (formigamentos), na cabeça (porque esta voltando a se equilibrar) e tem pesadelos com a UTI (pois a maior parte do tempo em que ele estava entubado, ele estava consciente).
E eu estou aqui.
Eu acredito que 2018 tem tudo para ser maravilhoso. Principalmente porque Deus é misericordioso.
Eu vou ser tia de gêmeos (um casal) e enfim... muitos planos para 2018.
Tô colocando tudo nas mãos de Deus. Vai dar tudo certo, mesmo quando tudo tá dando errado, mesmo quando as vezes o final não foi tão feliz quando a gente queria (no caso de minha cachorrinha) eu tenho fé que tudo dá certo e tudo acontece da maneira que tem que acontecer.
O planos e a vontade de Deus são perfeitos. Eu confio totalmente nele.

E é isso.
Provavelmente você não leu tudo, talvez ninguém nem tenha começado a ler. Mas eu acho importante eu relatar isso aqui.
Dias melhores vão vir.
Dias melhores já estão aqui.

Obrigada por quem leu. Até a próxima.

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