Essa dor, o que é? | Crônica

As vezes sinto uma dor no lado esquerdo, próximo ao coração.
Nem me vem com melosidades falar que é paixão, amor e etc. Essa dor é causada por medo, é causada por preocupação.
Eu não estou tendo nenhum ataque cardíaco, não tenho pressão alta e nem problemas de coração -amém- mas tem dias que minha mente está cansada e ela desconta no meu corpo.

Existem momentos na vida que você se encontra meio perdido, sem saber qual direção tomar, que caminho seguir, a que velocidade e todas essas coisas relacionadas a caminho que você já sabe, e na tentativa de manter sua menta sã, você esconde essas coisas, tenta manter a calma quando todo mundo ao seu redor está enlouquecendo, tenta transmitir calma para todas essas pessoas e por diversas vezes consegue... mas eu imagino que é como se fosse em um jogo, sabe? Tem a barrinha do otimismo e da calma, tem a barrinha da saúde mental e a da saúde física, provavelmente também existem barrinhas para realizações e dinheiro. A medida que o dinheiro diminui, as realizações diminuem também (no caso de pessoas que não são ricas, claro) e com isso começam os conflitos e na tentativa de manter a barrinha de saúde mental e física cheias você começa a liberar o antídoto, que é a calma e o otimismo. Mas quando as pessoas ao seu redor, que você ama também estão quase com suas barrinhas esgotadas, você começa a liberar seus otimismo e calma para eles a ponto de sua barrinha esvaziar e por fim sua saúde mental e física irem para o beleleu.
Essa conversa talvez seja um pouco cansativa para você que nunca passou por isso e está lendo, mas acredite... é bem real na vida de muitas pessoas. E para os que tem dinheiro normalmente acontece um fenômeno em que a barrinha de realizações e dinheiro estão muito cheias porque eles gastaram todo o otimismo e calma para enchê-las... só que gastaram tanto que a saúde física e mental tiveram que ser dedicadas para manter essas barrinhas cheias e no final elas ficaram muito cheias e não valeu a pena.

Algumas coisas podem ser feitas para preencher novamente as barrinhas de calma e otimismo e normalmente coisas que dão prazer; cozinhar, jogar bola, assistir filmes, ler livros, conversar, viajar, ajudar pessoas, escrever...
As barrinhas se enchem e você fica novinho em folha, pronto para uma nova batalha na vida.

Ninguém NUNCA disse que viver era fácil e que a vida não teria problemas. Viver poderia ser tranquilo e fácil se não houvessem tantas pessoas complicadas por si sós. Eu mesma não sou a pessoas mais descomplicada do mundo, mas tem gente tão pior. E a única coisa que quero fazer é me descomplicar cada vez mais, aprender com meus erros, melhorar, ajudar pessoas, fazer o bem, e parar de querer me comparar com os outros achando que eles são piores que eu.

Tenha calma, ok. No final tudo fica bem.
Não existem vitórias sem guerras.
A vida sem lutas diárias é excelente, mas é pouco satisfatória. Elas nos fazem mais fortes.

3 comentários:

  1. Quando comecei a ler sobre a dor nem pensei em amor, mas sim em ansiedade.. ah, eu sofro muito com isso, tento sempre está otimista e passar isso para os outros, mas é super cansativo às vezes e então chega os momentos de buscar os oásis da minha vida: Jesus, o ouvido do marido, mãe (vó), os livros ♡.

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    1. Fico feliz e triste que se identificou. Triste porque apesar de eu nunca ter sofrido com ansiedade, eu sei o quão difícil e doloroso pode ser para quem tem. Mas ao mesmo tempo a gente encontra os escapes né?
      Sempre que eu me sinto um pouco mais pra baixo, procuro sempre Jesus, os livros, filmes... hobbys.
      Obrigada por estar por aqui. <3

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  2. Aczar,

    Interessante o seu post, gostei do que falou sobre as barrinhas. Até um determinado ponto, o dinheiro proporciona coisas muito boas, que não seriam feitas sem ele, mas a partir de um ponto, não satisfaz.
    Equilíbrio... muito importante, mas muito desprezado nessa época.

    Eu nunca havia pensado no fato de haver pessoas mais complicadas do que eu, isso acaba dando um novo ângulo a questão, pra uma análise mais profunda sobre a minha própria complicação e a das pessoas com as quais convivo.

    Abraços,

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